2 de março | Dia Nacional do Turismo

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Promoção de carnaval ETC: Confira!

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Está ainda mais fácil viajar para os USA, mas tem que ser pela ETC Intercâmbio!

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A Luíza, a Marina, o Pedro, o Antônio, o Fernando… foram para o Canadá, agora só falta você!

A diretora da ETC Bahia, Vanessa Moreira foi entrevistada para falar sobre este maravilhoso destino. | Correio da Bahia – Salvador, 20/01/2012.

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Taiz Braidy Viana | Canadá

CUIDANDO DE DOIS ANJINHOS

Em 2009, fiz um ano de intercâmbio em Dublin (Irlanda), para aperfeiçoar meu inglês. Além de estudar, trabalhei como baby-sitter, cuidando de duas menininhas irlandesas, uma de 2 anos (Eve) e outra de 4 (Mia). Cuidava delas três dias na semana, das 7h às 18h.

Na época que comecei o trabalho, Mia iniciou a pré-escola, que ficava a cerca de 20 minutos, a pé, da residência. Como não tinha com quem deixar Eve (a menor) ela ia levar e buscar Mia na escola comigo. Eu levava as duas em um carrinho de bebê que cabe duas crianças (uma na frente e outra atrás).

Mas, como toda criança, elas tinham mania de brincar durante o percurso, e só queriam ir andando. Ou seja, para ir ou voltar da escola, ao invés de 20 minutos, eu gastava quase 1 hora, e chegava pingando de suor na casa… É, acreditem! O termômetro marcando 10 graus ou menos e aqueles dois anjinhos me fazendo suar!

Certa vez, ainda nos dois primeiros meses de trabalho, ao retornar da escola, Eve, que costumava voltar andando, resolveu pedir para sentar no carrinho, pois estava muito cansada. Mia, enciumada, também me pediu para sentar, então carreguei ela e tentei colocá-la na parte traseira do carrinho.

Quem disse que ela quis? Com uma carinha do gato-de-botas do Shrek, e o dedão da mão direita na boca, ela apontou para a parte da frente, onde Eve estava sentada… Me fiz de desentendida, continuei andando, mas vi que o circo ia pegar fogo.

De repente, parece que um espírito baixou naquela criança. Com o dedo na boca e Ted no colo (o ursinho que Mia não largava nem quando ia ao banheiro), ela bateu pé firme e começou a gritar comigo, para tirar Eve da parte da frente do carrinho.

Com meu inglês macarrônico, tentei acalmá-la, mas tudo em vão… Ela gritava dizendo que não ia sair do lugar onde estávamos (rua próxima a escola) até eu fazer o que ela estava mandando! Quando vi que as negociações não iriam evoluir, tomei uma decisão, que foi equivocada: tentar convencer Eve a sentar na parte traseira. Eve disse que não queria e começou a choramingar.

Me vi de mãos atadas! Rezei para todos os santos, inclusive para St. Patrick (padroeiro da Irlanda). Então pensei: “É mais fácil eu controlar a de dois anos do que a de quatro… Levo Eve no colo e Mia vai sentada na frente do carrinho”.  Gente, eu só pensava em chegar o mais rápido possível na casa…

Que pensamento infeliz! Quando peguei Eve no colo, Mia imediatamente correu e tomou o lugarzinho dela. Eve deu um escândalo no meio da rua, que as pessoas que passavam me olhavam como se eu estivesse maltratando ela. Eve me bateu, chutou, beliscou, mordeu, ficou totalmente fora de controle.

Me desequilibrei e caí no chão com ela no colo. A partir daí, Mia, que assistia de camarote o que estava ocorrendo, também voltou a chorar. O motivo agora era porque o choro de Eve a estava incomodando, e pedia para que eu mandasse ela calar a boca… Naquele momento me perguntei: “Meu Deus, o que é que eu estou fazendo aqui?”. Sentei no chão e comecei a chorar.

Fiquei desesperada… Eu estava tão nervosa que reclamava com as meninas em português sem perceber, pois ainda não tinha o domínio do inglês. Disse que só levaria elas pra casa quando parassem de chorar. Eu já estava decidida a falar com a mãe delas que eu não continuaria no trabalho a partir do dia seguinte.

Com cara de espanto, Mia olhou para mim e perguntou em inglês: “Taiz, o que significa “que saco”? Você já falou isso três vezes…”. Eu caí na risada e desconversei. Achei tão engraçadinha a cara que ela fez ao tentar decifrar o que eu havia dito em português. Ao me verem rindo, as duas também caíram na gargalhada, e então as abracei e disse que estava muito triste com o comportamento daquele dia, e que todas nós deveríamos pedir desculpas umas às outras. Voltamos para casa e nos divertimos a tarde inteira.

Quando Ciara (mãe das meninas) chegou do trabalho, contei o que havia ocorrido. Ela me pediu mil desculpas e pediu que as meninas fizessem o mesmo. Na manhã seguinte, quando retornei ao trabalho, as duas me recepcionaram na porta com um cartão feito por elas e um abraço todo especial.

Continuei trabalhando lá até voltar pro Brasil, e foi a melhor escolha, pois aprendi muito com Mia e Eve. Sem contar o carinho que recebi delas e da família. Hoje me lembro do que passamos juntas com muita saudade!

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Stéphanie Menezes | Canadá

AS APARÊNCIAS ENGANAM

A história acontece em Vancouver (Canadá) e começa na noite anterior ao fato. Minha host mother (a mãe que me hospedou) ganhou tickets para um restaurante granfiníssimo, no alto de uma montanha, se não me falha a memória, no Queen Elisabeth Park.

Jantamos muitíssimo bem. O meu prato foi um bife super suculento, mal passado, com três dedos de largura e um palmo de comprimento (sem exagero!), com salada verde de entrada e uma torta de chocolate de sobremesa.

Todo o jantar foi sugestão da minha família canadense e estava tudo uma delícia! O problema é que não sou acostumada a comer tanta carne e sempre que o faço, passo mal. Dito e feito. Passei a noite inteira acordando com enjoo, azia e outras coisinhas desagradáveis.

Na escola, no outro dia, contei à minha amiga o que tinha acontecido e falei que não estava bem ainda. Na hora do intervalo fomos para a área de lazer mexer com nossos computadores e estudar um pouquinho. E mais do que de repente começou uma ‘mexeção’ na minha barriga. Festa rave, quase.

Olhando para as pessoas que estavam ao redor, percebi que só tinha dois japoneses, coreanos, chineses, sei lá. Na hora não soube reconhecer – na verdade, só conseguia distingui-los depois de alguns meses de convivência (rs). Olhei para um lado, para o outro e soltei, em português: “Amiga, estou podre. Não consigo me mexer de dor! Preciso soltar um pum!”

Ela, naturalmente, como se fosse uma frase do tipo: “Amiga, vou ali beber água”, disse: “Vai lá, amiga!”, e eu soltei silenciosamente. Segundos depois disse:
- Nossa, que bom que nem fedeu, né? Porque lá vem outro.
O outro também veio silencioso.

A gente riu, e não sei por que, minha amiga olhou para o lado e viu, um suposto japonês, coreano, chinês, sei lá, vermelho de tanto rir da minha cara! O cara era brasileiro e entendeu tudinho o que eu estava dizendo (e fazendo, principalmente)! Provavelmente estava escondendo que entendia cada palavra que eu dizia para ver onde ia parar aquela conversa nojenta!

Eu simplesmente queria enfiar minha cabeça em qualquer lugar daquela cidade. Sem olhar pra trás, saímos eu, meus puns e minha amiga, o mais rápido que dava daquele lugar!  E ainda bem que eu nunca mais que vi os supostos japoneses, coreanos, chineses, sei lá!

Moral da história: Nunca ache que um japonês, coreano, chinês, sei lá, não está entendendo o que você está dizendo, pois ele pode ser brasileiro.

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Rodolfo Soeiro | Canadá

A BUNDA DA CHINESA

Depois de anos fazendo cursinho de inglês no Brasil (todas as escolas possíveis, acho) e sonhando com o dia em que “viveria em inglês”, eis que fui para minha primeira viagem internacional: Canadá.

Quando cheguei, fiquei deslumbrado. Tinha ido sozinho, às vésperas de completar 21 anos, e parecia que tudo não passava de um sonho. Me adaptei muito fácil e conheci muitos amigos, com os quais fizemos uma viagem incrível.

Decidimos viajar por dois estados canadenses: British Columbia (onde morávamos, na cidade de Vancouver) e Alberta. Éramos sete “brazukas” e eu era o tradutor de todos, pois mesmo os que sabiam falar inglês, não se arriscavam muito.

Enfim, chegamos a um hotel próximo do lago Lake Louise (que por sinal é belíssimo) e eu, como sempre, tive que organizar nossa estadia. Quando chegamos, fomos atendidos por uma chinesa muito simpática. Ela nos disse os valores e como seriam os quartos (até aí tudo caminhou muito bem).

Entretanto, quando a “mocinha” nos levou para o quarto eu fiz um comentário em português a respeito da bunda caída dela, sem saber que ela falava português também e que tinha morado um bom tempo no Brasil. Fiquei todo quadrado com a situação e tentei me desculpar, pensando em me redimir.

Mas, para a minha sorte, ela entendeu tudo errado e achou que o meu comentário tinha sido um elogio. O melhor é que eu acabei sustentando a idéia dela. No final, tudo acabou com ela sambando junto comigo e eu dizendo “Move your beauty ass, lady! (Mexa sua bela bunda, senhora!)”. Hilário!

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